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A Era de Ouro do Rádio

  • Foto do escritor: bastidoresdasradios
    bastidoresdasradios
  • 5 de nov. de 2021
  • 3 min de leitura

O rádio teve a sua expansão mundial após a Primeira Grande Guerra (1914-1918), quando houve significativo desenvolvimento nos meios eletrônicos e de comunicação para fins militares.

No Brasil, passado o período das experimentações – conduzidas pelo padre Roberto Landell de Moura – e da constituição das primeiras emissoras em torno das sociedades e dos clubes, a primeira grande transformação do veículo se deu com a modificação de sua estrutura de financiamento – com a chegada da propaganda, até então proibida.


A propaganda possibilitou que a subvenção do veículo, antes restrita às contribuições dos seus sócio-fundadores, pudesse vir diretamente de investidores interessados na audiência cada vez mais crescente do veículo. Foi por meio do Decreto n.º 21.111/32 e com o crescente desinteresse de seus fundadores na manutenção de uma estrutura cara de funcionamento, que a publicidade pôde proporcionar significativo incremento de linguagem e de organização administrativa ao rádio. A sua introdução na programação sonora fez com que cada vez mais as emissoras pudessem concorrer entre si em busca de ouvintes.


Ademais, a inserção da publicidade na década de 1930 modificou não somente a estrutura administrativa das emissoras, mas fez com que a própria linguagem do veículo se estruturasse, especialmente para atender a um público cada vez mais popular em um país cuja população analfabeta era da ordem de 70%. Desse modo, a inclinação do veículo, antes erudito devido à sua estrutura de financiamento, passou a ter uma programação mais popular. Além disso, a programação antes restrita a interesses pessoais, passou a atender especificamente aos interesses dos anunciantes, com as suas necessidades de repetições e conteúdos vinculados.


Foi o momento do início da profissionalização das pessoas envolvidas com a sua produção, o que inclui, inclusive, os programas jornalísticos – conforme veremos adiante.

O auge desse período de transformação foi a década de 1930, momento no qual o veículo surgiu como o principal canal de comunicação de massa, na mesma época em que o País era governado por Getúlio Vargas. Foi nesse momento que se iniciou a chamada “Era de Ouro do Rádio”, quando se popularizou, tornando-se um meio de entretenimento e transmissão de informações oficiais.


Nesse período, o governo estabeleceu concessões às empresas particulares para o uso do rádio e, em troca, utilizava o meio como propaganda para divulgar os seus feitos e enviar mensagens políticas aos ouvintes no programa obrigatório A Hora do Brasil, que mais tarde se tornou A Voz do Brasil.


Conforme Ortriwano (1985), a segunda fase do veículo rádio pode ser dividida em duas etapas, sendo que a primeira – iniciada após o Decreto que autorizou a publicidade nas emissoras, indo até o início da década de 1940 –, entendida como a fase do crescimento do veículo e princípio de sua profissionalização; e a segunda etapa, da década de 1940 até a chegada da televisão, em 1951, época conhecida como a “Era de Ouro” do rádio no Brasil. Esse período marcou a ascensão e auge do veículo no País, momento no qual surgiram grandes programas sonoros e o jornalismo também pôde aperfeiçoar os seus métodos para a transição da “caneta vermelha” de Roquette-Pinto a uma atividade realizada exclusivamente ao rádio.


Escolhida para homenagear o rádio e a radiodifusão no Brasil, a data de 25 de setembro assinala o dia do aniversário de nascimento do fundador da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, o professor e educador Edgard Roquette-Pinto.




 
 
 

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